CURIOSIDADES DA COMÉDIA

Se você é fã de comédia, muito provavelmente deve ter curiosidade sobre as dificuldades que nós comediantes passamos ao longo da nossa carreira. Por isso, vou contar alguns perrengues passados por nós (algumas aconteceram comigo, outras com colegas de profissão, enfim…). Como eu faço stand-up há 10 anos, apenas comigo já aconteceram algumas situações inusitadas e bem engraçadas. Obviamente, não vou falar os nomes dos locais nem das pessoas envolvidas por ética, pra proteger a imagem deles.

O único que vou citar o nome, até porque ele mesmo já admitiu isso em entrevistas é Rafinha Bastos. Um dia, fazendo seu show no extinto bar Beverly Hills (um dos primeiros bares de stand-up do Brasil), uma pessoa da plateia jogou uma pedra de gelo em Rafinha. Não chegou a machucá-lo, mas o susto e a surpresa foram grandes.

Agora vamos às experiências com “não-famosos”, incluindo as minhas.

Em 2014, eu e meu grupo na época “Máfia Comedy” fazíamos show todo domingo em um bar na Vila Formosa. O local lotava às sextas e sábados para a balada (normalmente de funk) e nós, inocentes iniciantes, achávamos que íamos trazer alguém desse público para nosso show. Mas hoje vejo que não é muito bem o mesmo público (quem gosta de stand-up normalmente não frequenta baile funk e vice-versa). Mesmo assim, nós estávamos dispostos a ganhar experiência, tempo de palco, mesmo que não tivéssemos nenhum lucro, trabalhássemos de graça. Por isso, fizemos um mooonte de ingressos grátis pra que o dono do bar distribuísse aos seus clientes na saída da balada. Ele fazia isso? Não, nem isso. E a desorganização lá era absurda. Um dia, nos disseram que não podíamos pedir nada que fosse cozido ou frito, pois o chapeiro tinha faltado. Então, todos os clientes do bar só podiam pedir frios (queijo e salame). Aí, um dos donos do bar, teve a brilhante ideia de tentar cozinhar. Ele fez um provolone à milanesa que ficou parecendo um omelete.

Em outro dia, uma cliente de site de compras coletivas chamou a polícia porque “a picanha não era picanha”. Imagina você, policial, recebendo um chamado desse.

Aí, outra vez, nesse mesmo bar, o dono vivia reclamando da falta de público. E nossa intenção sempre era lotar, claro. Porém, uma caixa de som queimou e o dono não trocou. Ficamos com som de um lado só. Não contente em fazer a parte técnica do show ser ruim, o dono do bar também tirou nosso banner de divulgação porque “tava feio”, na opinião dele.

Mas aí, depois de tanto corrermos atrás de público, um dia lotou. Aí o dono disse:

– Mas aí, com tanta gente, fica difícil atender todo mundo, né. Vocês me complicam.

Ou seja, pouca gente ta ruim, muita gente também.

Em outro bar, esse em Moema, em 2010, eu estava com 1 ano apenas de carreira, extremamente inexperiente, o bar tinha aproximadamente 30 pessoas. E havia uma mesa de aniversário com quase 20 meninas. Ou seja, mais da metade do público. Elas estavam interagindo bastante e, em dado momento, não sei que tipo de atração elas costumam assistir, mas uma delas simplesmente levantou-se, ergueu a mão (pedindo pra falar), eu dei a ela a palavra e ela disse:

– Moço, pára um pouquinho que nós vamos fazer o brinde do aniversário da nossa amiga.

– Mas agora, no meio do meu show?

– É, é rapidinho.

– Você quer me ferrar?

– Não, relaxa, é rapidinho.

Eu, em meio a esse absurdo pedido (afinal, ninguém pede para parar no meio uma peça de teatro ou um filme no cinema), tomei uma das minhas melhores atitudes, da qual me orgulho até hoje, eu disse:

– Vocês vão brindar no meio do meu show? Então, desce uma tequila pra mim também que também vou brindar.

Claro que o ideal é que o show não pare, mas o resto do público entendeu a saia-justa que eu estava e se divertiram junto ao me ver brindar. Isso sem falar no fato de que puxaram um “beija, beija, beija…” pra mim em relação à aniversariante. Não rolou, mas isso que se chama lidar bem com as dificuldades. haha

Existe um bar em Suzano onde havia stand-up em que várias histórias boas aconteceram. Era um local muito incógnita, nunca sabíamos se o show seria incrível ou péssimo. Porque o povo ia para assistir o show, porém, muitas vezes bebiam demais e acabavam tumultuando.

Uma vez, um comediante, que estava indo muito mal no show, no meio de seu set de piadas, teve uma frase completada por uma pessoa da plateia. Ele disse:

– Tem 3 coisas que eu não sei fazer: cozinhar, costurar…

– Stand-up!

Nesse mesmo local, outro comediante estava no meio de seu show, também sem conseguir tirar risadas da plateia, quando uma pessoa disse:

– Sai, chama o próximo.

Incrivelmente, ainda nesse mesmo bar, houve um incidente acontecido pós show. Um dos comediantes havia ido mal no show, suas piadas não entraram quase nada. Enquanto o outro foi bem e agradou o público. Normal, isso acontece, nem sempre é o nosso dia. Eis que uma pessoa da plateia vai ao camarim, começa a conversar com o “comediante bem-sucedido da noite” e diz:

– Você é incrível, muito engraçado, eu ri demais.

Mas ao olhar para o comediante que não havia se dado tão bem, ela dispara:

– Mas você… você tem que parar. Stand-up não é para você. Vai estudar, trabalhar com outra coisa…

Até em eventos beneficentes, colegas de trabalho já passaram por apuros. Até é natural, pois nos eventos beneficentes, muitas vezes as pessoas que ali estão, não estão afim de assistir comédia, não foram ao local com esse propósito. Nesse caso, a entrada era um quilo de alimento não perecível. Pois bem, um colega estava fazendo o show, as piadas não estavam funcionando e, diz a lenda, que alguém da plateia gritou para todos ouvirem:

– Devolve o meu saco de feijão

E eu fico pensando: quanto você tem que estar odiando o show para que perca seu sentimento de solidariedade. Na verdade, acredito que tenha sido mais uma piada vinda da plateia do que algo sério.

Enfim, espero que você tenha conhecido um pouquinho das dificuldades que nós, comediantes, passamos em nosso dia-a-dia e tenha se divertido

VENDENDO MEU PEIXE

Sou comediante stand-up há 10 anos e ESPECIALIZADO em eventos corporativos (sem palavrão). Faço Mestre de Cerimônias/Apresentador de eventos, stand-up corporativo e através dos jogos de improviso INTERATIVOS (mesmo online), tenho feito esse trabalho de manter as equipes ENGAJADAS E MOTIVADAS com o humor.

Já fiz eventos empresariais para grandes empresas, como: Samsung, Dell, Sebrae, Senac, Souza Cruz, Phillip Morris, etc.

Além disso, trabalho com criação de ROTEIRO PERSONALIZADO (Uma opção é a poesia com piadas) para a sua empresa, o que torna cada apresentação ÚNICA e ESPECIAL.

Ideal para: Confraternização de fim de ano, convenção de vendas, semana SIPAT, Mestre de Cerimônias, festas corporativas, etc.

Temos outras atrações para eventos corporativos: em dupla, em grupo, entre outros.

Veja meus vídeos neste site mesmo www.gustavoboleiro.com.br, na seção… adivinha… “Vídeos”. Loucura, né?! Haha

Se precisar, me manda pedido de orçamento ou pode chamar no whatsapp: (11) 959138677. Valeuuu

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🤔 Quero contratar, mas nunca trabalhei com Stand Up Comedy, por onde começar?

👉 Para começar é necessário saber as respostas das seguintes perguntas:

Qual a duração?

Trabalhamos com apresentações de 10 a 70 minutos, entretanto, segue abaixo o recomendado.

Almoço/Jantar/Happy Hour/Comemorações: 20 a 30 minutos. Por que? O foco será outro e o show um plus, por isso, não é recomendado exagerar na duração para não cansar a platéia.

Evento Corporativo:  30 a 40 minutos. Por quê? Geralmente eventos corporativos são mesclados com premiações e palestras.

Mestre de Cerimônias: Diversas pequenas entradas, com apresentações curtas entre cada palestra ou atração. Indicado: abertura de 15 minutos+ entradas de 3 a 5 minutos, no máximo.

Antes do show, o que é necessário fazer?

É necessário que alguém da organização suba ao palco e explique à plateia o que irá acontecer e leia um breve currículo do comediante para chamá-lo ao palco

Obs: o ideal é que o público JÁ saiba (por divulgações anteriores) que irá rolar um show de humor naquele dia. É melhor que não seja surpresa.

Qual o local ideal? E como devo organizar as cadeiras?

O local mais indicado para o show é um teatro ou anfiteatro. Mas, obviamente, é possível fazer em outros locais, como salões de festas, salas de reunião, buffets, etc. Porém quanto mais parecido com um teatro o local for adaptado, melhor. Ex: plateia toda escura, palco iluminado pelo foco de luz, cadeiras BEM próximas do palco e direcionadas a ele (nenhuma cadeira de costas pro palco).

Do que eu preciso? Qual a estrutura geral necessária? (Todas por conta do contratante)

- Um palco com, no mínimo, 3x2 metros com 40 cm de altura;

- Iluminação de palco com 2 refletores (elipsoidal);

- Dois microfones com ou sem fio e um pedestal girafa (Shure ou Similar);

- Uma banqueta de bistrô

- 2 Caixas de som

E o som?

As caixas de som precisam ser compatíveis com o tamanho do ambiente. Marcas boas: Electro Voice, Yamaha, Antera.

E a luz?

O mais indicado é um canhão de luz. Indicamos um PC ou Fresnel de 1.000 watts, que deve ser colocado de frente ao comediante, colocado na altura do olho (no fundo do local, máximo 20m do palco).

Importante: as luzes vindas de baixo ou dos lados geram sombras no rosto e não geram a iluminação total do artista. Portanto, não são indicadas.


O evento não é em São Paulo. Tem problema?

Não! Entretanto, todos os custos com relação a passagens aéreas, transporte, alimentação e hospedagem será por conta do contratante e nunca do contratado.


Qual a forma de pagamento padrão?

50% no ato da assinatura de contrato;

50% em até 7 dias úteis anteriores ao evento


Emite nota fiscal?

Sim